Platiny Soares presidirá Audiência Pública para debater a implementação da central de crédito no AM

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A Implementação da Central de Crédito no Amazonas, será debatida em Audiência Pública capitaneada pelo presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Revisão Territorial da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Platiny Soares (DEM).

O evento será realizado no próximo dia 9, às 14h, no Auditório João Bosco, localizado na Casa legislativa, tendo a participação de bancários, entidades representativas do setor primário e autoridades do Estado.

A realização do debate foi provocada pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Amazonas (SEEB-AM), que vê com preocupação a decisão do Presidente do Banco da Amazônia (Basa) de instalar uma central de credito no Estado de Rondônia e não no Amazonas.

De acordo com Platiny Soares, é preciso analisar a decisão de maneira mais ampla, levando em consideração seus impactos nos pequenos e médios empreendimentos do interior e consequentemente na economia do Estado, visto que prejudica os produtores rurais do Amazonas.

“Queremos entender os motivos que levaram a tal decisão. Está claro que o Amazonas está avançando economicamente através do excelente desempenho do setor primário, que foi quem nos segurou quando o Polo Industrial de Manaus, foi atingido em cheio pela crise mundial”, destacou Platiny Soares.

Na prática, a execução dos serviços de liberação de crédito deixa de ser realizada através das unidades do Banco da Amazônia localizadas no Amazonas, para ser desenvolvida apenas nas células do estabelecimento em Rondônia.

Para o presidente do SEEB-AM, Nindberg Barbosa dos Santos, é apenas uma questão de tempo para que o produtor rural e ribeirinho do Amazonas comece a sentir as dificuldades.

“A agricultura familiar do Amazonas está ameaçada! Não entendemos as justificativas para a mudança. O Basa no Amazonas possui profissionais capacitados e prontos para operar na liberação de crédito. Com a instalação da central de credito no Estado de Rondônia, as liberações ficarão cada vez mais demoradas e certamente não será o nosso trabalhador a ter prioridade”, explicou Nindberg Santos.

Segundo o sindicalista, em 2016 o Amazonas liberou créditos na ordem de R$ 2 bilhões, beneficiando 3.952 não rurais e 30.769 rurais trabalhadores do setor primário.

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