Platiny pede criação de Frente Parlamentar para a Região Metropolitana de Manaus

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O projeto de Resolução Legislativa, que pede a criação de uma Frente Parlamentar Mista de Desenvolvimento para os municípios da Região Metropolitana de Manaus, foi apresentado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas, na manhã desta quarta-feira (22) pelo deputado Platiny Soares (DEM).

A iniciativa já conta com a assinatura de nove dos 24 deputados da Casa. De acordo com Platiny, a ideia é visitar todos os municípios para verificar as necessidades de estrutura de Região Metropolitana, apresentada por eles.

“Apesar da proximidade com a capital e de suas dimensões, os municípios que integram a Região metropolitana sentem em todos os setores, um distanciamento evidente do poder Executivo. Nosso objetivo então é diagnosticar esses problemas, trabalhar uma política de desenvolvimento social e econômico, para essas cidades’, destacou Platiny Soares.

A Região Metropolitana de Manaus (RMM é considerada a maior metrópole da região Norte do país, com cerca de 2,5 milhões de habitantes. Sendo a 7ª mais populosa do país e representando entorno de 84% da economia de todo o Estado.

“Em 2014 o Produto Interno Bruto (PIB), dessa área somava em 2014, aproximadamente R$ 73,130 bilhões, dos quais 90% pertenciam à cidade de Manaus. E mesmo assim, muito dos seus municípios não possuem estrutura básica de apoio à sociedade, falta de tudo: educação, segurança, saúde e incentivo para os pequenos e micro agricultores, pescadores e empresários”, explicou Platiny Soares.

Formam a RMM, os municípios de Iranduba, Careiro, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Novo Airão, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Autazes, Itapiranga, Manaquiri e Silves.

Assinaram o documento os deputados: Platiny Soares (autor da proposta), David Almeida (PSD), Abdala Fraxe (Podemos), Sabá Reis (PR), Francisco Souza (Podemos), José Ricardo (PT), Luiz Castro (Rede), Cabo Maciel (PR) e Carlos Alberto (PRB).

Sabatina aos secretários

Vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, Platiny Soares, confrontou os secretários de Estado que estiveram na Assembleia Legislativa, para explicar os principais pontos da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2018.

Entre os questionamentos de Platiny, estão à falta de previsão na LOA, de recursos que possibilitem cumprimento de promessas feitas aos servidores públicos. Assim como a realização de concursos, já anunciados pelo próprio governo.

Para Platiny, as respostas evasivas dadas pelo secretário Fazenda, Alfredo Paes, acendem um alerta, e podem significar um atraso ainda maior na liberação do pagamento dos escalonamentos, datas-bases, promoções e auxílio-fardamento das categorias de educação, saúde e segurança.

“O que vimos é que não existe nada de concreto. Temos muitas promessas, um orçamento completamente reduzido, e nenhuma vontade do governo em mudar essa situação. O secretário informou que existe um contingenciamento de R$ 450 milhões, que poderia ser usado para isso, o que tenho certeza não dará para cumprir tantos compromissos. Estão calculando tudo de forma aleatória, vamos lutar dentro da LOA, para mudar esse cenário”, analisou Platiny Soares.

A LOA 2018 possui um valor de R$ 15 bilhões, o governo pretende gastar R$ 5,6 bilhões com pessoal. Além do titular da Fazenda, estiveram na Assembleia Legislativa os secretários Estevão Monteiro de Paula (Planejamento) e Sidney Leite (Casa Civil).

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